“Injeção no olho” é uma das expressões que mais gera ansiedade em pacientes com doenças da retina. Mas a realidade é bem diferente do que a maioria imagina. O procedimento é rápido, seguro e, na grande maioria dos casos, praticamente indolor. Entender como funciona ajuda a chegar ao consultório muito mais tranquilo.
A injeção intraocular — também chamada de injeção intravítrea — consiste na aplicação de um medicamento diretamente dentro do olho, no espaço vítreo. Isso garante que a droga chegue com alta concentração exatamente onde precisa agir: na retina.
É o tratamento principal para:
Os medicamentos usados são principalmente os anti-VEGF — que bloqueiam o crescimento de vasos anormais e reduzem o vazamento — e os corticoides de ação prolongada (implantes), para casos mais inflamatórios ou refratários.
Uma nota sobre minha experiência com as injeções intra vítreas: Os anti-VEGF que usamos hoje para tratar DMRI, edema macular diabético e oclusões venosas foram em grande parte desenvolvidos e validados clinicamente no Bascom Palmer Eye Institute. Durante meu research fellowship com o Dr. Philip J. Rosenfeld — um dos pioneiros mundiais no uso de anti-VEGF para DMRI e figura central nos primeiros ensaios clínicos —, participei de estudos sobre o monitoramento por técnicas de imagem modernas e complexas, disponíveis na nossa clínica atualmente, para guiar decisões de retratamento. Essa experiência moldou diretamente a forma como planejo o tratamento de cada paciente: não como um protocolo fixo de aplicações, mas como uma estratégia individualizada, baseada em imagem e na resposta de cada olho.
Isso significa que quando discutimos com você o intervalo entre injeções, a troca de medicamento ou o momento de espaçar o tratamento, essa decisão é fundamentada em evidência científica de ponta — não em estimativas genéricas.
O procedimento inteiro — do preparo à saída — dura cerca de 30 minutos.
Procure atendimento imediatamente se notar:
Esses podem ser sinais de endoftalmite — infecção intraocular rara, mas que exige tratamento urgente.
A injeção no olho dói? Não. O colírio anestésico elimina a dor. A sensação mais comum é de leve pressão durante o procedimento, que dura segundos.
Com que frequência preciso fazer as injeções? Depende da doença e da resposta individual. No início do tratamento, geralmente é mensal. Com o tempo, o intervalo pode ser estendido conforme a resposta. Não existe um número fixo de aplicações.
Posso dirigir após a injeção? Preferivelmente não no mesmo dia, pois a pupila pode estar dilatada e a visão temporariamente embaçada.
Quantas injeções vou precisar ao longo da vida? Doenças crônicas como DMRI e edema macular diabético exigem tratamento continuado. Suspender por conta própria, sem avaliação médica, é um dos erros que mais levam à perda definitiva de visão.
A injeção pode causar catarata ou glaucoma? Os anti-VEGF têm baixo risco. Os implantes de corticoide têm maior risco de elevar a pressão ocular e acelerar catarata — por isso exigem monitoramento rigoroso.
Por que alguns médicos falam em “3 injeções” como se fosse um pacote fixo? Esse protocolo de curta duração tem origem nos primeiros ensaios clínicos dos anti-VEGF, que usavam fases de indução mensais antes de espaçar o tratamento. O que os estudos de longo prazo mostraram — incluindo os do grupo do Bascom Palmer — é que tratar com base em imagem (OCT a cada consulta) é mais eficaz e mais personalizado do que seguir um número fixo. Cada paciente responde de forma diferente, e essa resposta muda ao longo do tempo.
As injeções intraoculares são um dos maiores avanços da oftalmologia moderna. Na Clínica de Olhos Roisman, em Ipanema, o procedimento é realizado com toda a segurança, em ambiente adequado e com planejamento estratégico individualizado para cada caso. Agende sua avaliação.

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